terça-feira, 9 de setembro de 2008

Chuva Ácida

A formação de chuvas ácidas trata-se de um fenômeno (e um problema) moderno, originado a partir do grande desenvolvimento de centros urbanos altamente industrializados. Com a liberação de poluentes à atmosfera pelas diversas fontes de poluentes gasosos (indústrias, veículos e usinas energéticas), há a combinação destes poluentes com o vapor de água existente na atmosfera. Esta combinação entre água e poluentes (como o dióxido de enxofre e o óxido de nitrogênio) vai sendo acumulada em nuvens, ocorrendo assim sua condensação, basicamente da mesma forma como são originadas as chuvas comuns. Através da eletricidade gerada do choque entre nuvens, os elementos poluentes entram em reação química, formando compostos ácidos, que mais tarde serão precipitados.

Na natureza, a água reage com certos óxidos formando ácidos. É o caso sa reação da água com o dióxido de carbono, ou gás carbônico (CO2), formando o ácido carbônico:

H2O + CO2 ® H2CO3

Esse ácido é útil ao ecossistema, pois participa do processo químico de formação dos solos argilosos. É o ácido carbônico que reage com o feldspato, formando a argila. É interessante lembrar ainda que o ácido carbônico é um compostos instável, desdobrando-se facilmente na natureza novamente em água e dióxido de carbono.

Alguns ácidos, no entanto, são muito agressivos aos ecossistemas, sendo considerados poluentes altamente nocivos. São ácidos formados pela reação da água com óxidos liberados pelas indústrias e veículos automotivos, principalmente.

Um exemplo é o dióxido de enxofre (SO2), que reage com o oxigênio do ar, dando SO3, que em seguida com o vapor d’água da atmosfera, forma o ácido sulfúrico (H2SO4):

SO2 + 1/2O2 ® SO3

SO3 + H2O ® H2SO4

Esses ácidos caem, depois, com a água da chuva e, como são ácidos fortes e corrosivos, poluem severamente o ecossistema: rios, lagoas, florestas, mares, têm seu ambiente biológico prejudicado, pois a vida é agredida e ameaçada por esses ácidos. A população humana também sofre efeitos do que se passou a chamar chuva ácida.

O ambiente físico também é agredido pelos ácidos trazidos pela chuva, pois eles infiltram-se no solo e reagem com várias substâncias, libertando produtos tóxicos, que são absorvidos pelas plantas e ingeridos por animais.

Além da agressão à natureza em si, a chuva ácida deixa suas marcas na arquitetura, em todo o mundo: os ácidos da chuva reagem com a superfície construída, corroendo-a, enfeiando-a e, em alguns casos, até mesmo destruindo algumas de suas partes.

No Brasil, como acontece em todo o mundo, a acidez da chuva está relacionada com o desenvolvimento industrial: cidades com maior número de fábricas, de indústrias e de veículos têm certamente, maior concentração de ácidos, no entanto, nem sempre caem onde são produzidos, pois o vento freqüentemente carrega as nuvens para outras regiões, geralmente próximas.

Três exemplos de ecossistemas brasileiros nos quais se têm detectado os efeitos da chuva ácida são o Parque Florestal do Rio Doce, a Floresta da Tijuca e parte da Mata Atlântica, próxima à Grande São Paulo.

Os efeitos da chuva ácida têm sido revelados nesses e em outros ecossistemas, o que seguramente não significa serem eles os únicos atingidos; certamente, significa que eles foram estudados. O mal causado pela chuva ácida é no entanto, muito maior do que o conhecido.

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